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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Do Copa para o Inferno: Guinle morto e burguesia viva

Por: Winter Bastos

 
.A mídia burguesa adora promover a desunião no seio da classe trabalhadora. Servidores públicos e outros trabalhadores, que obtiveram – depois de muita luta – determinados benefícios, costumam ser tachados de “privilegiados”. Enquanto a elite mesmo é mostrada pela imprensa de maneira positiva.
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Um dos que era figura bem quista nos veículos de comunicação massificantes, até 2004, foi o playboy Jorginho Guinle.
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Naquela época, sabendo que um aneurisma na aorta estava prestes a matá-lo, Guinle resolveu morrer num antro da classe dominante: o suntuoso hotel Copacabana Palace.
Na manhã de quinta-feira 4 de março de 2004, assinou termo de compromisso para ser liberado de um hospital em Ipanema (bairro nobre do Rio de Janeiro). Rumou para o famoso hotel construído por sua família. Hospedou-se numa suíte luxuosíssima, pediu refeições das mais caras, que exigiu lhe fossem servidas em baixelas de prata. Saboreou sobremesas extravagantes e, por fim, chá inglês em louça especial. Morreu às 4h da madrugada de sexta-feira 5 de março, aos 88 anos, sem nunca ter trabalhado.
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Jorginho Guinle foi um inútil durante toda a vida. Só fez gastar continuamente o dinheiro da família, expropriado da classe trabalhadora. Feio fútil e ignorante, o único atrativo de Jorginho Guinle era a fortuna familiar. Foi assim que conquistou Jayne Mansfield, Rita Hayworth, Janet Leigh e Marilyn Monroe. Com seu dinheiro, além de amantes, seduziu a mídia escrita e televisiva que vivia a bajular este come-e-dorme que foi o ridículo Jorginho Guinle. Hoje ele está morto e enterrado, mas – infelizmente – a classe dominante e seus valores deturpados continual bem vivos e fazendo a cabeça de muita gente.
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(texto de W Bastos publicado no blog Expressão Liberta: www.expressaoliberta.blogspot.com)

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