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quinta-feira, 14 de abril de 2011

DESTINO


Por: Alexandre Mendes

Impropérios e críticas são lançados
como pedras em minha face;
meus dias são preto e branco,
com legenda para cegos

Estatelado na calçada;
 Pisoteado e amarrotado
Meu eu está irreconhecível:
Sou qualquer coisa que não seja eu

Como um parafuso que gira,
gira e gira,
faço operações que não queria
Infeliz etapa industrial

Encarar a realidade
sem Davi e seus salmos
A realidade são pedradas
no centro da minha fronte

A morte...a morte...- Balbucio
Não há mais lugar para mim
dentro da caverna onde todos
enxergam sombras refletidas

Venha morte...me leva
Liberta-me do ambiente egoísta;
torpe ganância desenfreada
Venha no relento da madrugada

Venha... Única certeza do homem
Quase todos te temem,
mas há todos consome

Venha...chegue mais perto,
mais perto,
mais perto
do fim

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